Hoje se ouve muito falar em
qualidade de vida. Mas o que significa
esse termo na verdade? Alguém já parou para pensar? Hoje quando atendemos,
falamos muito para nossos pacientes. A mudança de hábitos alimentares, a
prática de uma atividade física e o lazer, conciliado gera qualidade de vida. Será
que é só isso? Fiquei me perguntando.
Fique na dúvida se meu
conceito estava correto. Resolvi pesquisar o termo, e achei algumas definições.
Destacarei algumas delas:
- A expressão qualidade de vida foi empregada pela primeira vez pelo presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson em 1964 ao declarar que "os objetivos não podem ser medidos através do balanço dos bancos. Eles só podem ser medidos através da qualidade de vida que proporcionam às pessoas." O interesse em conceitos como "padrão de vida" e "qualidade de vida" foi inicialmente partilhado por cientistas sociais, filósofos e políticos. O crescente desenvolvimento tecnológico da Medicina e ciências afins trouxe como uma consequência negativa a sua progressiva desumanização. Assim, a preocupação com o conceito de "qualidade de vida" refere-se a um movimento dentro das ciências humanas e biológicas no sentido de valorizar parâmetros mais amplos que o controle de sintomas, a diminuição da mortalidade ou o aumento da expectativa de vida. (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE DIVISÃO DE SAÚDE MENTAL GRUPO WHOQOL).
- Qualidade de vida é o método usado para medir as condições de vida de um ser humano. Envolve o bem físico, mental, psicológico e emocional, além de relacionamentos sociais, como família e amigos e também a saúde, educação, poder de compra, habitação, saneamento básico e outras circunstâncias da vida. Não deve ser confundida com padrão de vida, uma medida que quantifica a qualidade e quantidade de bens e serviços disponíveis. (Wikipédia)
- A Carta de Ottawa - um dos documentos mais importantes que se produziram no cenário mundial sobre o tema da saúde e qualidade de vida - afirma que são recursos indispensáveis para se ter saúde: paz, renda, habitação, educação, alimentação adequada, ambiente saudável, recursos sustentáveis, equidade, justiça social. (Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948)
Então, conseguiu se
identificar com alguma dessa difinições? Eu descobri que nas minhas orientações
e no meu conceito de qualidade de vida estão faltando muitos itens para ser
completo.
Mas como conseguir tudo com
harmônia, se sempre faltará alguns desses itens. Mas qualidade de vida somos
nós que propiciamos. Nós que fazemos o momento.
Não estou questionando esse
termo à toa. Ele é pertinente!
Vou contar uma história para
vocês onde percebi a falta de peças nesse enorme quebra cabeça.
Temos um grupo de amigas da
faculdade. São muito animadas. Todas lindas e com muito carisma. Umas
apaixonadas pelas outras. Uma do grupo vai se casar e resolvemos fazer o chá de
panela de despedida de solteira. Faltaram algumas por motivos pessoais, outras
talvez não estivesse mesmo com vontade de ir. Mas era um dia especial para
nossa amiga que iria casar. Bom, as sobreviventes estavam lá batendo
carteirinha como sempre. Na hora das bincadeira, eu de vez enquando viajava no
meu mundo... Pensando que no pacote das pessoas que não queriam sair de casa,
estava euzinha que cheguei em pensar na hipótese de não ir.
Mas fui assim mesmo. E foram
feitas homenagens lindas para a noiva. Todas nós rindo, falando alto e juntas
como toda mulher (rs). Naquele momento percebi que estava tendo um dos meus
intem de qualidade de vida, somando com todos aqueles que já haviam conquistado
durante o dia. O conhecimento, a companhia das minhas filhas, os meus primos, o
descanço merecido do final de semana, a alimentação, a paz interior, a minha
moradia. E resolvi me entregar aproveitando o momento com todas elas.
PERFEITO
meninas!
